Arvore tipica

©CI, Haroldo Castro

Corredor Miranda-Serra da Bodoquena

Com cinco milhões de hectares, o Corredor de Biodiversidade Miranda-Bodoquena ocupa uma área privilegiada no continente sul-americano, na confluência de três biomas - o Cerrado, o Pantanal e o Chaco, o que lhe confere alta relevância para a conservação. O corredor abriga partes significativas das bacias dos rios Miranda, Apa e Nabileque, que estão entre os principais rios formadores da planície pantaneira. A serra da Bodoquena (MS) é uma importante zona de recarga do Aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce da América do Sul, de onde nascem os rios Salobra, Prata, Formoso, Perdido e Sucuri, que representam atrativos turísticos dos municípios de Bonito, Jardim e Bodoquena, no Mato Grosso do Sul. Os municípios de Porto Murtinho, Corumbá, Miranda, Nioaque, Bela Vista, Aquidauana, Anastácio, Maracajú, Guia Lopes da Laguna, Caracol e Ponta Porá pertencem também à área coberta pelo corredor.

Na região há uma grande concentração de espécies ameaçadas (saiba mais em “biodiversidade do corredor”) cuja conservação está muito comprometida devido ao avanço das fronteiras do agronegócio e do baixo número de áreas protegidas na região. Parques e reservas privadas protegem apenas 1,7 % do território do corredor.

Desde 2004, a CI-Brasil mantém parceria com a Fundação Neotrópica do Brasil  para a implementação do corredor, desenvolvendo ações para a ampliação do conhecimento sobre sua biodiversidade e seu contexto socioeconômico, para a mobilização em favor da conservação, para a capacitação de educadores ambientais e para o fortalecimento das estruturas municipais de governança ligadas ao meio ambiente.

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