Preguiça-de-coleira, Bradypus tridactylus

Haroldo Palo Jr.

Juruva

Haroldo Palo Jr.

Corredor Central da Mata Atlântica

Faça o download do mapa do Corredor Central da Mata Atlântica, clicando ao lado.

Em 1999, as agências ambientais do governo federal e da Bahia denominaram a região 'Corredor do Descobrimento', em referência a sua herança histórica. Atualmente denominada 'Corredor Central da Mata Atlântica', abrange o sul da Bahia, quase totalidade do Espírito Santo e pequenas áreas do leste de Minas Gerais. Cobrindo cerca de 12 milhões de hectares com aproximadamente 12% de sua área cobertas por floresta nativa.

O Corredor Central da Mata Atlântica é considerada uma das mais importantes para a conservação da biodiversidade do planeta. Os títulos de Reserva da Biosfera e de Sítio do Patrimônio Natural Mundial reconhecem essa importância e indicam a necessidade de medidas efetivas de proteção.

A ampliação da rede de unidades de conservação de proteção integral nesta região deve ser tratada como ação prioritária, expressando assim o desejo e o compromisso da sociedade brasileira, bem como de seus governantes, de proteger o patrimônio natural do país.

A região representa um dos principais centros de endemismo da Mata Atlântica para plantas, borboletas e vertebrados. Possui várias áreas indicadas como prioritárias para conservação da biodiversidade do bioma e detém ainda dois dos maiores recordes de diversidade de plantas arbóreas em todo o mundo, em floresta próxima ao Parque Estadual da Serra do Conduru e na região serrana do Espírito Santo.

O Corredor abriga também grande diversidade de espécies de vertebrados, incluindo mais de 50% das espécies de aves endêmicas da Mata Atlântica e 60% das espécies endêmicas de primatas da Mata Atlântica, como é o caso do mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e o macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus xanthosternos).

Na porção do Corredor no Espírito Santo, encontra-se também uma das principais seções de floresta ombrófíla densa na tipologia da Mata de Tabuleiros, criada pela ligação da Reserva Biológica de Sooretama à Reserva Florestal de Linhares, totalizando cerca de 44.000 hectares.

Em comparação com as outras formações de matas neotropicais, a Mata de Tabuleiros é incomparável devido à elevada diversidade de espécies e à elevada densidade de lianas que apresenta.

Três atividades econômicas principais caracterizam e influenciam a dinâmica do uso da terra na região– o cacau, o café e o eucalipto. À partir do início desta década de 90, a região sul da Bahia vem recebendo mais atenção no contexto da conservação, pela aceleração dos desmatamentos provocados pela crise na lavoura cacaueira.

O sul da Bahia é a maior produtora de cacau no Brasil, em um sistema agroflorestal designado localmente por cabruca. Apesar de apresentar uma perturbação significativa, a floresta de cabruca possui uma grande variedade de plantas e animais nativos e contribui para conexão de áreas protegidas e remanescentes florestais da região.

O extremo sul da Bahia e norte do Espírito Santo apresentam grandes extensões de plantios de eucalipto, e as áreas serranas e de baixada do Espírito Santo e algumas áreas do extremo sul da Bahia, predomina a cultura cafeeira.

A CI-Brasil iniciou suas atividades nessa região em 1995, em parceria com o Instituto de Estudos Sócio-Ambientais do Sul da Bahia (IESB). Várias iniciativas têm sido desenvolvidas desde então para a implantar esse importante corredor de biodiversidade.

Palmeira, Mata Atlântica

Haroldo Palo Jr.

Rua Tenente Renato César, 78 – Cidade Jardim – CEP 30380-110

Belo Horizonte – MG – Brasil – Tel.: [31] 3261.3889

©2003 Conservation International do Brasil / Aviso Legal / Política de Privacidade