Folha, Amazônia

©CI, Enrico Bernard

Corredor do Amapá

Criado em 2002, o Corredor de Biodiversidade do Amapá compreende mais de 10 milhões de hectares, conectando 12 unidades de conservação, que somadas a outras quatro terras indígenas (Juminá, Galibi, Uaçá e Waiãpi) cobrem 70% da superfície do estado.
 
A Conservação Internacional (CI-Brasil) atua no Corredor fornecendo apoio técnico-científico e financeiro às instituições parceiras, como o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas Estado do Amapá (IEPA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA).
 
Entre as principais ações desenvolvidas pela CI-Brasil no estado do Amapá, estão os apoios à elaboração e implantação dos planos de manejo em quatro Unidades de Conservação, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (Parna), a Floresta Nacional do Amapá (Flona), a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Iratapuru e a Estação Ecológica Maracá-Jipioca. Há também a realização dos inventários biológicos; investimentos em infra-estrutura das instituições parceiras e unidades de conservação e a busca de novas instituições que estejam interessadas em consolidar parcerias com as organizações locais atuantes no Corredor.
 
 Inventários biológicos
 
Uma importante estratégia para a implementação do Corredor do Amapá é o Programa de Inventários Biológicos, realizado através de expedições científicas ao estado. 
 
Através deste projeto, nove expedições científicas já aconteceram em unidades de conservação amapaenses, com o objetivo de pesquisar a diversidade biológica do estado e reunir o conhecimento necessário para efetuar o manejo e controle dessas áreas.
 
As expedições científicas duram em média 20 dias e reúnem informações sobre espécies de mamíferos, incluindo morcegos, aves, peixes, répteis, anfíbios, crustáceos e plantas. Duas áreas da Flona do Amapá, quatro do Parna do Tumucumaque e três da RDS do Rio Iratapuru já foram visitadas pela equipe de pesquisadores das expedições. Até abril de 2006, outras duas viagens de campo acontecerão, uma no Parna do Tumucumaque e outra na região de cerrado do Amapá.
 
Mais de mil espécies já foram registradas nas expedições, e entre elas destaca-se a ocorrência de vários animais nunca antes registrados no Amapá, bem como o encontro de espécies raras ou ameaçadas de extinção e novas espécies para a Ciência. Entre as espécies raras inclui-se a redescoberta, na RDS do Rio Iratapuru, do pequeno lagarto Amapasaurus tetradactylus, que há 35 anos não era registrado por nenhum cientista. Entre as espécies novas para a Ciência, encontram exemplares de sapos e lagartos, ainda em fase de identificação.
 
O Projeto de Inventários Biológicos é realizado pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) em parceria com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amapá (Sema) e a CI-Brasil.

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