Fique por dentro

Siga nosso Twitter

Acesse nosso canal

Junte-se a nós no Facebook

Óleo de copaíba da Reserva de Cujubim tem mercado certo

São Paulo, 14 de outubro de 2004

Cinqüenta famílias da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Cujubim, em Jutaí, município a 750 km de Manaus, serão beneficiadas pelo Acordo de Cooperação Técnica assinado esta noite entre o Governo do Estado do Amazonas, a ONG Conservavação Internacional (CI-Brasil) e a indústria de cosméticos e fármacos, Beraca Ingredientes. O convênio é assinado no espaço Amazonas - Zona Franca Verde, da Casa Cor 2004, em São Paulo.

Cujubim é a maior reserva de uso sustentável do planeta, com 2.450.381 hectares, uma área equivalente ao Estado do Rio de Janeiro. Criada em setembro do ano passado pelo Governo do Estado, a Reserva foi alvo recente de diagnósticos biológicos e sócio-econômicos, que assinalaram sua extraordinária e bem conservada biodiversidade. Ao mesmo tempo, os estudos indicam a necessidade urgente de apoiar a melhoria da condição de vida das cerca de 250 pessoas que vivem ao longo do rio Jutaí.

O convênio prevê a capacitação e assistência técnica aos produtores da Reserva para um extrativismo sustentável assim como a compra, nos próximos dois anos, de toda a produção de óleo de copaíba pela Beraca Ingredientes. "Uma das etapas mais difíceis no processo de implementação de uma reserva de uso sustentável é a garantia de compra a preço justo da produção comunitária," afirma José Maria Cardoso da Silva, vice-presidente de Ciência da CI-Brasil. "Por isso, este acordo é um marco na promoção da qualidade de vida da população local e poderá ser modelo para outras unidades de conservação. Ele incentiva as práticas da sustentabilidade e aglutina as habilidades e interesses de três setores: Governo, sociedade civil organizada e iniciativa privada,"conclui Silva.

Há dois anos, o Governo do Estado lançou o Programa Zona Franca Verde para dinamizar e valorizar o aproveitamento sustentável dos recursos naturais amazônicos. "Com parcerias como esta, queremos garantir renda às famílias das unidades de conservação do Estado, mostrar que é possível se desenvolver com a floresta, e dar condições à comunidade local para que seja agente da conservação ambiental. Assim, a história da Amazônia será muito diferente daquela da Mata Atlântica, da qual só restam 7%", declara Virgílio Viana, Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS-Amazonas).

No futuro, outros produtos florestais não-madeireiros podem fazer parte de acordos desse gênero, como os óleos vegetais de andiroba, murumuru, uricuri, buriti, castanha, babaçu, abundantes da região. De acordo com Ulisses Sabará, presidente da Beraca Ingredients, a renda de cada família com a extração de óleo de copaíba pode chegar a R$ 800 mensais. "Além de capacitar a comunidade local no manejo sustentável desse precioso recurso natural, nós vamos fornecer os frascos para acondicionar o óleo da forma correta e orientá-la a obter um produto de primeira linha, muito valorizado no mercado por sua pureza e qualidade".

Até o dia 2 de novembro, na Casa Cor 2004, a SDS-Amazonas e a  Agência de Florestas e Negócios Sustentáveis apresentam, para o público especializado do ramo da arquitetura e construção, os produtos da floresta e a tecnologia desenvolvida no Estado, como novas alternativas de aplicação dos recursos naturais em espaços arquitetônicos e paisagísticos.

Dentre os potenciais amazônicos que estarão sendo expostos como opção natural para arquitetura e decoração estão óleos vegetais (com produtos saídos diretamente dos municípios de Labrea, Carauari, Boca do Acre, Tabatinga, Tefé, Presidente Figueiredo, Silves e Eirunepé); madeira (Cedro, Maçaranduba, Itaúba, Jatobá, Tauarí, entre outras espécies produzidas no Alto Solimões e Juruá); Folhas Defumadas Líquidas (subproduto da borracha, oriundas do município de Manicoré); peças de couro vegetal; cipós (propícios para tapeçarias, revestimentos e decoração) e sementes de diferentes espécies e cores, todos extraídos da natureza amazônica a partir de atividades de manejo sustentável e com potencial especial para composição de ambientes arquitetônicos modernos.

#  #  #

Fotos e entrevistas estão disponíveis na Conservação Internacional

Assessoria de Comunicação Social da SDS
Jornalista Responsável: Carlysson Sena
Fones: (092) 9162-3743/ 8113-7923/ 643-2367.
e-mail: carlysson@sds.am.gov.br
WWW.SDS.AM.GOV.BR

Rua Tenente Renato César, 78 – Cidade Jardim – CEP 30380-110

Belo Horizonte – MG – Brasil – Tel.: [31] 3261.3889

©2003 Conservation International do Brasil / Aviso Legal / Política de Privacidade