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Diretor do CEPAN é o novo 'Amigo do Meio Ambiente' de PE

Severino Ribeiro recebeu a certificação ontem em Pernambuco.

Brasília, 29 de junho de 2012

Severino Rodrigo Ribeiro Pinto, diretor do Centro de Estudos Ambientais do Nordeste (CEPAN), recebeu ontem (quinta-feira) o certificado de ‘Amigo do Meio Ambiente’. A premiação é dada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) e pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) de Pernambuco desde 2007 a personalidades que se destacam na cooperação com a gestão ambiental do estado. O CEPAN e a Conservação Internacional (CI-Brasil) são grandes parceiras e pioneiras em trabalhos na porção da Mata Atlântica do Nordeste. 

Em entrevista, Severino, que é doutor em Biologia Vegetal pela Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) e tem certificado em Liderança de projetos ambientais pela Universidade de Berkeley da  Califórnia, fala sobre a certificação e de onde vem o desejo de trabalhar com a floresta, além de falar sobre a parceria da CI-Brasil com o CEPAN.
1) O que significou o recebimento do certificado para você? 
Na verdade, para mim, é o reconhecimento de todos os anos de trabalho da equipe do CEPAN. O CEPAN tem dez anos de existência. Eu só sou um mero representante. Só vou lá para pegar o prêmio, mas todos merecem. Confesso que fiquei ansioso. O CEPAN realiza trabalhos na porção nordestina da Mata Atlântica. Uma área onde há pobreza extrema, pouco investimento em agenda e em instalação de atores que trabalhem pelo local. Exercer algum trabalho nesta área é uma honra. Seria muito legal se fosse uma premiação com dinheiro. Eu poderia empregar mais grana nos projetos do CEPAN (risos).
2) Desde quando você tem esse grande interesse pelo Meio Ambiente, ou melhor, de onde ele vem? 
Meu avô tinha uma fazenda e eu era acostumado a estar no campo, mas percebo que este desejo de trabalhar com o meio ambiente vem muito pela minha formação estudantil. Durante a graduação, fiz estágio no interior de Alagoas e vi as dificuldades do trabalho com o meio ambiente. Depois fiz o mestrado e o doutorado em áreas ambientais. Por isso, tenho o desejo de colocar a Mata Atlântica ao norte do São Francisco em maior evidência no cenário nacional.
3) Como é a parceria CI-Brasil/CEPAN?
Esta parceria é antiga. A CI-Brasil acompanha os nossos trabalhos desde o início do CEPAN há dez anos. Na verdade, o CEPAN foi criado por uma demanda da CI-Brasil na região da Mata Atlântica em que trabalhamos hoje. Além de nos financiar, a CI-Brasil nos dá total liberdade para fazermos o que for necessário para melhorar a agenda ambiental das localidades em que temos desempenhado algum serviço. Ela projeta o nosso trabalho.
4) A Rio+20 trouxe benefícios para a Mata Atlântica em suas metas?
A Rio+20 foi fraca no estabelecimento de metas. Só foi forte na agenda de mobilização dos diversos setores da sociedade. Em relação à Mata Atlântica, aconteceram vários estudos para a realização de seminários na Rio+20. Um dos grandes pontos que beneficiaram a Mata Atlântica foi o estudo sobre a ação de restauração florestal. Porém, em geral, a conferência foi fraca nos compromissos firmados e forte na presença dos setores.
5) Quais são os próximos trabalhos que o CEPAN estará envolvido?
Nós queremos consolidar uma agenda mais forte com agricultores para a conservação de áreas que podem ser utilizadas para pagamentos por serviços ambientais. Queremos, também, olhar bastante para a capacitação de pessoas que possam trabalhar nesta porção da floresta e se beneficiarem do meio ambiente. Nós acreditamos muito em capacitação. Vamos também investir no programa de desmatamento evitado.

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