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Coletores de sementes nativas recebem treinamento na Bahia

Evento faz parte da Rede Coletora de Sementes, criada durante a Campanha LEM APP 100% Legal, em Luis Eduardo Magalhães, que vai ajudar na recuperação de áreas degradadas

Brasília, 02 de abril de 2012

Cerca de 40 pessoas de comunidades rurais de Luis Eduardo Magalhães se reuniram no dia 28 de março no Parque Fioravanti para aprender sobre técnicas de beneficiamento e armazenamento de sementes nativas do Cerrado. O treinamento foi dado para os integrantes da Rede Coletora de Sementes, fomentada pela Campanha LEM APP 100% Legal.

A iniciativa, que tem a realização do Instituto Lina Galvani e da Prefeitura de Luis Eduardo Magalhães, faz parte do Programa Produzir e Conservar, que a Conservação Internacional em parceria com a Monsanto desenvolve desde 2008. O programa atua na conservação dos corredores de biodiversidade Jalapão-Oeste da Bahia, no Cerrado, e do Nordeste, na Mata Atlântica, além de promover a implementação por parte da Monsanto de uma política interna de sustentabilidade.

O treinamento para os integrantes da Rede Coletora definiu regras para a entrada e saída de coletores e para os preços de sementes a serem pagos, que vão variar principalmente pelo tipo, disponibilidade no meio ambiente e pela demanda para o plantio das sementes. O grupo recebeu, durante o encontro, um material informativo para identificar, beneficiar e armazenar sementes de 56 espécies do Cerrado, principalmente as mais resistentes e fáceis de serem encontradas na natureza.

As sementes serão destinadas à restauração de Áreas de Preservação Permanente com plantio mecanizado, utilizando-se a técnica de muvuca, que consiste na mistura de sementes nativas e sementes agrícolas, plantadas por maquinário agrícola. A técnica reduz os custos da restauração, se comparados ao plantio manual de mudas, e demanda cerca de 300 mil sementes por hectare.  Poderão ter suas áreas restauradas os proprietários rurais que aderirem e se cadastrarem na Campanha LEM APP 100% Legal.

Segundo o coordenador de socioeconomia da Conservação Internacional (CI-Brasil), Fernando Ribeiro, o treinamento também foi um momento de integração entre as comunidades para consolidar a Rede Coletora. “É preciso manter esse grupo mobilizado e interessado na continuidade da coleta”, complementa.

Exemplo - É o caso do pequeno agricultor Firmino Silva Rocha, morador da Vila II do Assentamento Rio de Ondas, que apóia a Rede Coletora de Sementes, principalmente por saber que essas sementes estão sendo utilizadas para proteger o Cerrado. “Embora seja uma forma de aumentar renda, é importante participar de um projeto que vai ajudar o nosso meio ambiente”, afirma.

Rosa Maria Schwanke, que coordena as atividades de artesanato na Vila II do Assentamento Rio de Ondas, está bastante entusiasmada com a iniciativa da Rede, que propicia aos moradores estabelecerem uma nova relação com o Cerrado local. “Agora eles começam a se preocupar mais com a mata. Ao invés de cortar as árvores, eles sabem que precisam daquelas sementes para gerar uma renda extra e vão até mesmo proteger a mata nativa contra o fogo”, afirma.

Na opinião da secretária de meio ambiente de Luis Eduardo Magalhães, Fernanda Aguiar, esta mudança de comportamento mostra a força da Rede Coletora de Sementes, que conseguiu unir a gestão econômica e ecológica. “Essas ações são mais rápidas e duradouras e as pessoas passam a ver o meio ambiente como uma renda extra e a protegê-lo”. Até o momento os coletores já foram remunerados em duas oportunidades, sedo a verba financiada pelo Fundo Municipal de Meio Ambiente de Luis Eduardo Magalhães.

 

Sobre a Conservação Internacional:

A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987 com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo. Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de unidades avançadas em Campo Grande-MS e Caravelas-BA. Para mais informações sobre os programas da CI no Brasil, visite www.conservacao.org. ou nossa conta no twitter @CIBrasil e facebook http://www.facebook.com/#!/pages/Conserva%C3%A7%C3%A3o-Internacional-CI-Brasil/231538486861792

Sobre a Monsanto:

A Monsanto é uma empresa dedicada à agricultura. Pioneira no desenvolvimento de produtos com tecnologia de ponta na área agrícola – herbicidas, sementes convencionais e geneticamente modificadas –, a Monsanto busca soluções sustentáveis que proporcionem aos agricultores produzir mais, conservar mais e melhorar vidas. Para isso, investe anualmente mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e compartilha seu conhecimento com produtores para ampliar o seu acesso a modernas tecnologias agrícolas, especialmente em países pobres e em desenvolvimento.

A Monsanto está presente no Brasil desde 1963. Em 2010, destinou R$ 6 milhões à sustentabilidade com diversos projetos socioambientais em todo o País, realizados em 90 cidades, de 12 estados brasileiros. Mais de 200 mil pessoas foram beneficiadas. Além da distribuição gratuita de 60 mil livros, também foram realizadas 200 palestras sobre conscientização ambiental e plantadas 2,2 mil árvores, com a participação de 30 mil crianças de todas as regiões do país.

A Monsanto faturou R$ 2,048 bilhões no Brasil em 2010, produzindo e comercializando a linha de herbicidas Roundup, sementes de soja convencional (Monsoy) e geneticamente modificada (Roundup Ready®), sementes convencionais e geneticamente modificadas de milho (Agroeste, Sementes Agroceres e Dekalb), sementes de sorgo, algodão (Deltapine) e, ainda, sementes de hortaliças (Seminis e De Ruiter). Em novembro de 2008, passou a atuar no mercado de cana-de-açúcar, com a aquisição das empresas Canavialis e Alellyx, do Grupo Votorantim. Em fevereiro de 2009, a Monsanto adquiriu os 49% restantes da MDM, reforçando sua posição no mercado de algodão. Para mais informações sobre a Monsanto, visite: www.monsanto.com.br

 

Informações para a imprensa

Conservação Internacional:

Gabriela Michelotti – (61) 3226 2491 – g.michelotti@conservacao.org

Rua Tenente Renato César, 78 – Cidade Jardim – CEP 30380-110

Belo Horizonte – MG – Brasil – Tel.: [31] 3261.3889

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