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Resultados do estudo TEEB foram divulgados hoje em Brasília

Lançamento no país, com a presença do líder do estudo, Pavan Sukhdev, foi patrocinado pela Conservação Internacional, MMA, PNUMA e IPEA

Brasília, 23 de março de 2011

 O economista e líder do estudo “A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade” (TEEB, na sigla em inglês), Pavan Sukhdev, deu uma palestra hoje no auditório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentando os resultados finais do relatório.


O TEEB é uma iniciativa internacional para chamar a atenção da comunidade global para os benefícios econômicos da biodiversidade, ressaltando os custos de sua perda e sugerindo políticas públicas para reverter esse quadro. Formado por uma rede que inclui pesquisadores, institutos multilaterais e ONGs, o TEEB utiliza uma nova abordagem que leva em conta o capital natural dos recursos naturais e estabelece sistemas de valoração econômica para os serviços ecossistêmicos. Além do preço de mercado, o TEEB também leva em conta os benefícios sociais que a preservação dos recursos naturais e dos ecossistemas trazem à população.


Segundo o estudo, os grandes beneficiários com a manutenção dos serviços ecossistêmicos são as populações de baixa renda. “O PIB ambiental representa em média de 15% a 20% dos PIBs nacionais, mas essa proporção aumenta muito quando se trata de populações de baixa renda, podendo chegar a 50% a 90% do PIB nessas faixas”, afirmou  Sukhdev. Segundo ele, 70% das populações mais pobres dependem dos ecossistemas para sua sobrevivência. Isso não significa que toda essa população viva em florestas ou hábitats naturais. “Mas muitas comunidades vivem em zonas rurais que acessam diariamente recursos naturais como estratégia de sobrevivência”, afirmou Sukhdev.


Em novembro de 2010, durante a última reunião da Convenção da Biodiversidade, que aconteceu em Nagoia, no Japão, o relatório final do TEEB foi divulgado pela primeira vez, mostrando que existe uma perda anual de US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões no capital natural do mundo, resultante do desmatamento e da degradação do solo. Segundo o relatório do TEEB, o manejo efetivo dos ecossistemas e da biodiversidade e a inclusão do capital natural na contabilidade governamental e empresarial podem começar a corrigir e reduzir os custos de perdas futuras.
Durante a palestra Sukhdev destacou também que o desenvolvimento sustentável e a economia verde são conceitos que se complementam. “O desenvolvimento sustentável tem por base gerar um desenvolvimento que possibilite a sobrevivência das gerações futuras, e portanto a economia verde é um meio de se obter esse objetivo”.

Segundo Camila Gramkow, coordenadora de Economia e Sustentabilidade da Conservação Internacional, o estudo é especialmente importante para o Brasil, que detém boa parte da biodiversidade do mundo, e pode se beneficiar do conhecimento e das metodologias disponibilizados pelo TEEB para transformar sua relação com a biodiversidade. "Por tratar a questão da pobreza e a dependência dos menos favorecidos em relação à biodiversidade, os resultados do TEEB podem permitir que o Brasil adote mecanismos que ajudem a reduzir a pobreza no Brasil com base na melhoria e manutenção dos serviços ambientais prestados a essas populações de baixa renda", concluiu Camila.

Sukhdev também citou alguns exemplos bem-sucedidos de políticas públicas adotadas por outros países que se encaixam no perfil da economia verde, como aconteceu na Costa Rica. Lá o governo pagou US$ 300 milhões a produtores rurais para não desmatarem suas matas. "Vocês podem argumentar que esse dinheiro acabou sendo pago para fazendeiros ricos, mas as comunidades do entorno também se beneficiaram com a melhoria dos serviços ambientais da região. Mas o mais surpreendente do caso foi que os maiores beneficiários foram as indústrias de energia, já que a medida possibilitou um aumento de volume dos recursos hídricos da região usados para gerar energia hidrelétrica", concluiu.
 

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